Câncer de Pulmão
O câncer de pulmão é um dos mais comuns no Brasil, acometendo principalmente homens e mulheres.
Isto ocorre devido à mutações que essa célula pode sofrer. A principal causa de câncer de pulmão, é o tabagismo, mas outros fatores de risco como hereditariedade e poluição também são importantes.
O câncer de pulmão pode acometer qualquer região do sistema respiratório.

Sintomas
O câncer de pulmão é uma doença silenciosa, ou seja, na maioria dos casos, os sintomas não são muito evidentes até que a doença esteja mais avançada, tais como, perda de peso, tosse com sangue e falta de ar.
No caso dos pacientes fumantes, que podem apresentar tosse crônica, o ritmo habitual da tosse é alterado e aparecem crises em horários incomuns.
Diagnóstico
O exame de tomografia permite que se identifique o nódulo supeito e também indica a melhor maneira de realizar a biópsia.
As modalidades mais utilizadas de biópsia são aquelas guiadas por exame de imagem ou por broncoscopia. Esta última, é uma técnica endoscópica que permite avaliar a árvore traqueobrônquica, similar ao exame de endoscopia.
Após o diagnóstico, o paciente precisa realizar os exames de estadiamento. É nesta fase que saberemos a extensão da doença, ou seja, se ela está localizada ou não. Para tanto, realizamos o exame de PET-CT e Ressonância Magnética de Crânio.
Tratamento do Câncer de pulmão
O câncer de pulmão pode se apresentar de várias formas, de acordo com o estadiamento, necessitando de abordagens terapêuticas individualizadas.
Por isso, somente após realizar o diagnóstico e estadiamento adequados da doença, saberemos qual o tratamento ideal.
As modalidades de tratamentos consistem em cirurgia, imunoterapia, terapia alvo, quimioterapia e radioterapia; podendo, eventualmente, ocorrer associações entre algumas modalidades.
A chance de cura do câncer de pulmão quando tratado nos estágios inicias é muito elevada. Por isso, o diagnóstico precoce é primordial para um bom prognóstico. Em relação a pacientes com doença em estágios avançados, também houve grande melhora nos resultados dos tratamentos, na última década.
Tratamento com cirurgia
É a modalidade com maior potencial de cura da doença, pelo fato de retirar o tumor. No entanto, não é indicado para todos os casos. Somente nos estágios iniciais.
Existem três tipos de procedimentos cirúrgicos que podem ser realizados, são eles: segmentectomia, lobectomia e pneumectomia.
Cirurgia Robótica
Uma modalidade minimamente invasiva, na qual as manobras cirúrgicas são realizadas pelo robô conduzido pelo cirurgião.
Durante o procedimento são realizadas de 4 a 5 pequenas incisões, que, através do uso de microcâmeras de alta definição, promovem imagens expandidas das estruturas corpóreas, com isso, garante maior visibilidade no ato cirúrgico.
Além disso, outros benefícios poderão ser conquistados em comparação à cirurgia aberta, como: menos dor, menor período de internação, cicatriz reduzida e menos perda sanguinea.
Cirurgia por vídeo
Trata se de técnica que usa de 2 a 3 incisões pequenas, sem necessidade de afastar costelas. Confere ao paciente evolução pós-operatória com menos dor e menos tempo de internação, em relação a cirurgia aberta.
Tratamento com imunoterapia
Através do uso de medicamentos, é possível ativar de forma direcionada o sistema imunológico do paciente com o intuito de atuar na destruição das células cancerígenas.
Atualmente, existem diversos tipos de medicamentos para serem administrados de acordo com o estágio do câncer.
Entre os efeitos colaterais da imunoterapia, encontra-se: fadiga, náusea, perda de apetite, dor na articulação e diarreia.
No entanto, é uma modalidade promissora para o tratamento do câncer.
Terapia alvo
Para isso, é realizado testes moleculares no tumor, com o intuito de reconhecer as mutações, e, assim, conduzir a terapia focada na mutação identificada.
Para isso, é realizado testes moleculares no tumor, com o intuito de reconhecer as alterações bioquímicas, e, assim, conduzir a terapia focada na mutação identificada. Os testes moleculares mais utilizados são pesquisa de mutação de EGFR e pesquisa de translocação do ALK. Estes testes são realizados em sua maioria , no tecido extraído para biópsia e encaminhados aos laboratórios de anatomia patológica.
Tratamento com quimioterapia
Na quimioterapia as células cancerígenas serão destruídas para reduzir o crescimento do tumor e amenizar os sintomas, através de medicações que agem no ciclo de reprodução das células. Pode ser associada à radioterapia, ou cirurgia, dependendo do caso.
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Dr. Fernando Conrado Abrão
Cirurgia Torácica - CRM 112599 - RQE 34231




